
Sob a luz
Tu sais da escuridão,
As palavras brilham
Em tua boca e
Ganham lamentos.
Sob a luz
Tua face se ilumina.
És como candeeiro
Em noite sem lua,
Seus olhos desejam
Mais que o horizonte
Tuas vestes te reduzem
A mera seda
E revela nua tua alma.
Sob a luz
Teus negros cabelos
Enfatizam a beleza
Do ser.
Iguala as sombras
A mera tonalidade
De cinza.
Sob a luz
Tua é a imagem
E sombras é
O meu pensar,
Decadência de uma noite
Sem tua presença.
Já não conto as estrelas
Nem espero o nascer
Dos dias, me contento
Apenas em te ver
Sob a luz.
Malcy Negreiros
Belo poema!!!!!! parabéns!
ResponderExcluirNA MAIS AGUDA ESCURIDÃO O POETA ACENDE A LUZ COM SEUS VERSOS, E NA MAIS AGUDA SINCERIDADE, O POETA "FINGE QUE É DOR A DOR QUE DEVERAS SENTE". NÃO DÁ PRA SABER SE O EU LÍRICO - NEM O SER QUE SAI DA ESCURIDÃO, ILUMINANDO E ILUMINADO - SÃO MASCULINO OU FEMININO. NEM SE É UM DEVANEIO DO EU LÍRICO... TALVEZ SEJA UMA METÁFORA DA CONTEMPLAÇÃO DA BELEZA EM SI, TALVEZ SEJA UMA BUSCA POR "ILUMINAÇÃO" DIANTE DE UM AMBIENTE DE POSSIBILIDADES "OBSCURAS". EIS OS MISTÉRIOS...
ResponderExcluirO som do vento...
ExcluirSão palavras,
As ondas do mar na quebrada da praia...
São palavras,
O barulho do fogo,
O cantarola dos grilos,
O silêncio...
São palavras.
Palavras que
Eu escrevo,
Que tu escreves,
Que ele escreve,
Que todos nós e vós
Incluindo eles
Escrevem.
E assim iluminam as mentes
Que mentem
E mantém os mistérios.
De quem falo...
Para quem escrevo...
Ouça as palavras que digo,
Feche os olhos para ler
E poderá decifrar.